21/12/2018

Advertising - Ford Galaxie

Outro dia, estávamos sem rumo fuçando pela internet e achamos esta propaganda "diferente" do Ford Galaxie. 
Sabemos pouco sobre ela, apenas que é de 1970 (no meio dos anos de chumbo), definitivamente os tempos eram outros.

17/12/2018

What´s your name? Fusca Fafá

Antes que acusem este blog de machismo e outras coisas mais, esclarecemos que não estamos dando opinião a nada, apenas lembrando a origem de um apelido que pegou firme no nosso tão amado Fusca durante a década de 1980 (este post faz parte da série sobre apelidos de carros)...
O tal apelido apareceu em 1979, precisamente no segundo semestre daquele ano quando a VW lançou a linha 1980.
No caso do fusca não veio nada muito novo, exceto as novas e enormes lanternas traseiras que logo chamaram a atenção e dividiram opiniões entre os consumidores.
Até ai tudo bem, mas no popular houve uma "associação" do publico das tais lanternas com a cantora Fafá de Belém. 
E qual foi o motivo da associação??
Na época a cantora fazia sucesso e era presença frequente nos programas de TV, mas além do seu talento artístico ela também chamava atenção por outros atributos...
That´s all folks!

16/12/2018

Edelbrock (Parte 1)


A saga desta família e empresa começou muito tempo atrás, para ser mais exato em 1913, por isso teremos que contar esta história em partes...
Em 1913 Otis Victor Edelbrock Sr., apelidado de "VIC", nasceu na pequena vila agrícola de Eudora, perto de Wichita, no  Kansas. O seu pai era dono da mercearia local que foi o sustento da família Edelbrock até 1927, quando eles perderam tudo num incêndio.
Após o incêndio “Vic” foi forçado a deixar a escola para ajudar a sustentar a família, ele 
tinha um talento natural para mecânica e começou a trabalhar numa oficina como mecânico de automóveis, onde desenvolveu suas habilidades. 
Em 1931 a grande depressão atingiu o Kansas, diante destas dificuldades Vic decidiu mudar para a Califórnia indo morar com seu irmão, Carl Edelbrock.
Aqui cabe um comentário paralelo: Impressionante, tudo relacionado aos Hot Rods acontecia na Califórnia!!! 
O que existe neste lugar!?!?! 😳😳😳
Já morando na Califórnia Vic continuou trabalhando como mecânico de automóveis, mas com planos de juntar dinheiro para abrir sua própria oficina. 
Na parte da manhã, ele trabalhava em um estacionamento no centro de Los Angeles e casualmente conheceu uma irlandesa de 19 anos, Katherine (Katie) Collins que trabalhava como doméstica, comm quem se casou em junho de 1933.
Em 1934, Vic e o cunhado abriram a primeira oficina em Wilshire Boulevard, em Beverly Hills, depois de um tempo mudaram-se para um prédio próprio, na esquina da Venice Boulevard e Hoover em Los Angeles.
Nesta época Vic contratou Bobby Meeks como ajudante, que futuramente se transformou no “guru” dos motores Flathead e o seu braço direito na empresa, até se aposentar em 1993. 
A medida que os negócios cresciam eles mudaram a oficina de local mais 3 vezes, em 1936 nasceu Vic Edelbrock Jr., filho único do casal (guarde esse nome...). 
Em 1938, Vic Sr. comprou um Ford Roadster 1932 que virou o seu primeiro projeto e, sem saber, o ponto de virada para os seus negócios. 
Vic queria muto melhorar o desempenho do carro e se juntou a Tommy Thickstun para projetar um novo coletor de admissão para o motor flathead, porém ele não ficou feliz com o resultado e decidiu projetar o seu próprio coletor para utilizar dois caburadores stromberg 97, chamando-o de “The Slingshot”.
O carro foi testado nos lagos secos de Muroc e Rosamond, onde hoje é a Edwards Air Force Base, os resultados agradaram e Vic começou a vender o novo coletor Slingshot. 
Até o começo da guerra foram vendidas mais de 100 unidades, mas a  WWII afetou profundamente os negócios da empresa. Durante o conflito Edelbrock também ajudou no esforço de guerra fabricando partes de aviões, em Long Beach.
Em 16 de novembro de 1941, depois de retirar os para-lamas e calotas, o mesmo Ford 32 atingiu a velocidade de 195,45 km/h (121,42 mph) e acelerou a 7,41 segundos, novo recorde nacional de velocidade no quarto de milha.
Porém, logo as corridas foram proibidas pelo Office of Defense Transportation, todo o esforço financeiro e técnico nos EUA deveria ser em prol das forças armadas americanas.
Mas, em segredo, a Edelbrock projetou e desenvolveu uma nova linha de produtos, a nova linha abrangeria cilindros de alumínio e coletores e mudou para sempre o futuro da empresa...

Hot Logo - Fiat

A F.I.A.T (Fabbrica Italiana Automobili Torino) foi fundada em 11 de julho de 1899 por Giovanni Agnelli, a sede de empresa desde sempre continua em Turim, Itália.
Com quase 120 anos de história a empresa passou por muitas transformações, inclusive no seu logo; 

15/12/2018

Hot Symphony - Audi Type C

Que beleza de som deste V16!😍
Durante a WWII vários carros foram escondidos pela Auto Union para não serem destruídos e/ou terem sua tecnologia absorvida pelos inimigos do reich.
Após o final do conflito, alguns carros foram encontrados pelos Russos e levados para a URSS. Os carros foram estudados e dissecados, mas dizem que os Russos mal conseguiram ligar os motores. 😉
Vejam alguns números, isso tudo na década de 1930;
  • Type A (1934): V16, 4.358 cm3, 291 hp e 280 km/h.
  • Type B (1935): V16, 4.954 cm3, 370 hp e mais de 300 km/h.
  • Type C (1936): V16, 6.000 cm3, 513 hp e 340 km/h. 
  • Type D (1940): V12, 2.986 cm3, 478 hp e 340 km/h. 

13/11/2018

Hot Symponhy - P51

Sempre achei o som deste avião fantástico, além de ser lindo!
O P51 foi introduzido no campo de batalha em 1.942 pela RAF e esteve em operação até 1.984, quando a Força Aérea da Republica Dominicana aposentou os últimos P51D.
O motor é um Packard V12 de 27.000 cm3, entregando uma potência de aproximados 1.315 hp.
Esse motorzão levava o Mustang aos 708 km/h de velocidade final, teto máximo de 12.800 metros (ou 42.000 pés) e alcance de 2.656 km (com os tanques auxiliares que depois viraram carros!!!).
Na época deveria funcionar como música para alguns, mas pena que era um pesadelo para outros!!! 

09/11/2018

Bonneville Salt Flats (Parte 4 - Final)

Vamos a parte final da nossa viagem por Bonneville...
O recorde de velocidade em terra estabelecido por Gabelich durou 13 anos, sendo quebrado em 1983 por Richard Noble. Porém, como o recorde de Noble foi feito em um deserto em Nevada, o recorde de Gabelich ainda permanece como o mais rápido em Bonneville. 😏
Atualmente em Bonneville são realizados diversos eventos de velocidade nos períodos de verão, em agosto ocorre o maior deles, o “Speedweek”, organizado pela SCTA e Bonneville Nationals Inc atraindo centenas de pilotos de carros e motos, divididos em diversas categorias.
No final de agosto ocorre outro evento importante chamado “BUB Motorcycle Speed Trials” e em setembro acontece o “World of Speed”, semelhante ao Speedweek, mas organizado pelo USFRA (Utah Salt Flats Racing Association).
Nos eventos geralmente são demarcadas até 4 faixas cronometradas (de acordo com as condições da pista), a extensão varia até 8 milhas e a cronometragem é feita no meio da faixa, deixando as 2 primeiras milhas para acelerar e um longo trecho final para desaceleração.
Os competidores são divididos em classes considerando cinco critérios: categoria da carroceria, modificações aerodinâmicas, tamanho do motor, com ou sem sobrealimentação e tipo de combustível.
As principais categorias atualmente são;
1) Construção Especial: Streamliners com rodas fechadas e Lakesters com rodas abertas, não podem ser baseados em carros de série.
2)  Vintage: Roadsters de 1923 a 1938, Coupês até 1948 com motores antigos, 
3) Clássicos: Carros americanos de 1928 a 1981, sem injeção eletrônica.
4) modificados: Permitidos praticamente de qualquer ano e marca, incluindo esportivos e picapes.
5) Produção: Carros de séries, carros esportivos e caminhões.
Além das categorias (vintage, clássico e Modificado), existem classes por modificações aerodinâmicas. 
Exemplos: na categoria modificados temos a classe “Competition Coupe” que permite tetos recortados, frentes aerodinâmicas e bellypans, enfim, a lista é extensa...
Mas, nem tudo são flores hoje em dia, alguns problemas causados pelas condições naturais vêm preocupando os fãs de Bonneville. O “Speedweek” teve que ser cancelado em 2014 e 2015 por causa de más condições da pista, ocorreram fortes chuvas que levaram uma camada de lama das montanhas para a pista. Outra preocupação recente é a profundidade da crosta de sal do deserto que também tem diminuído, com isso o número de trechos cronometrados está ficando limitado.
Com tudo isso o “Speedweek” continua atraindo cada vez mais competidores para Bonneville, desde 2005 tivemos um aumento de 26% de inscrições, em 2009 ocorreram o recorde de 3.108 corridas cronometradas. 
Além do lado esportivo, o evento representa muito para a economia local em Wendover, Nevada.
Bonneville continua sendo um lugar único e especial, a meca da velocidade!

05/11/2018

Advertising - Rodas e Calotas

Recentemente participamos de um encontro de carros antigos que ocorre mensalmente no pátio da MANGELS, em SBC.
O encontro estava interessante, já a empresa fechou alguns anos atrás e deu uma tristeza ver aquela grande estrutura industrial abandonada.
Por outro lado, veio uma nostalgia da época em que o sonho de todo "boy" era equipar o seu carro com um belo jogo de "rodas de alumínio"!
Não temos, por enquanto, anúncios das rodas Mangels, mas aqui vão outros anúncios para matar as saudades daquela época, ou deixar com inveja os mais jovens...😝😜😝😜





02/11/2018

Hot Logo - Chevrolet

A Chevrolet, aqui no Brasil não confundir com GM, foi fundada em 3 de novembro de 1911 pelo piloto de corridas e engenheiro mecânico Louis Chevrolet, William C. Durant (fundador da General Motors) e os investidores William Little (fabricante do automóvel Little) e Edwin R. Campbell (genro de Durant) mais tarde, em 1912, R.S. McLaughlin, do Canadá. 
Pouco tempo depois, em 1917, a empresa passou a pertencer ao grupo General Motors (GM).
A famosa marca da "gravatinha" tem mais de 100 anos de história, com vários modelos icônicos e, lógico, muitos logos...

28/10/2018

Playlist Rock Nacional Político

Vivemos tempos esquisitos, então bateu um saudosismo dos anos 80 onde, seguramente, tivemos a melhor fase do Rock nacional de todos os tempos.
Eram tempos interessantes com profundas mudança de valores e hábitos, os jovens estavam engajados em cobrar estas mudanças e, desculpem pela sinceridade, muito mais antenados com valores éticos e morais.
Bem, isso é discussão para outros blogs, aqui celebramos estas bandas entre outras tantas que foram excelentes, coloque esta (mini?!?) playlist no carro e se inspire para ir votar! 👀




 Legião Urbana











































Para-lamas do Sucesso






Fala a verdade; nunca antes neste país tivemos bandas de rock tão f...! 😎😝

27/10/2018

300 Picaretas

Já que amanhã tem 2o turno da eleição, vamos fechar a nossa playlist de "Rock Brasileiro político dos anos 80" (ufa!) 
Vai uma quase profecia do Paralamas do Sucesso, tá certo que esta música merece uma atualização na letra para incluir mais alguns nomes na tal lista, inclusive de quem "falou". 
A música pertence ao álbum "Vamo Batê Lata", lançado em 1995.
Hoje em dia 300 é pouco! 😡😡😡


Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor

22/10/2018

Núcleo Base

Semana de segundo turno e continua a nossa lista musical / política...
... Não podia falta uma música de uma das minhas bandas favoritas, em todos os tempos: IRA!
A música faz parte do sensacional disco "Mudança de comportamento" de 1985, mais uma grande composição de Edgard Scandurra, o vídeo é de um show de 1987.
Nos dias atuais a mensagem não é direta, mas na época fazia muito sentido para a juventude que começava a se expressar e se posicionar, só que diferente dos dias atuais, com consciência coletiva e valores éticos (ou será que era ingenuidade?).

Meu amor eu sinto muito, muito, muito, mas vou indo
Pois é tarde, muito tarde e eu preciso ir embora
Sinto muito meu amor, mas acho que já vou andando
Amanhã acordo cedo e preciso ir embora
Eu queria ter você, mas acho que já vou andando
Outro dia pode ser, mas não vai dar pra ser agora
La lala lalalala

Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda

E já está ficando tarde e eu estou muito cansado
Minha mente está tão cheia e estou me transbordando
Você pensa que sou louco mas estou só delirando
Você pensa que sou tolo mas estou só te olhando
La lala lalalala

Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Mas não com essa farda. Mas não com essa farda
Mas não

17/10/2018

Qual a sua receita? (Teto)

Todo carro sem teto é conversível?
Para muita gente sim, mas para as fábricas nem tudo que não tem capota pode ser considerado um conversível.😮
Ficou confuso? Não é para menos, porque nem sempre são coisas diferentes como parecem, então vamos tentar esclarecer um pouco;


Conversível: Aqui não tem muito segredo para entender, basicamente é a definição de todo carro que tenha um teto removível.
O teto pode ser de lona, vinil ou uma capota rígida, também pode ser dobrado ou retirado e guardado no porta-malas.






Roadster: O termo vem das palavras em inglês “road” (estrada) e o sufixo “ster”, formando um substantivo para designar a especialidade, neste caso um carro voltado para uso em estradas.  
Desde os primórdios da história dos carros o nome foi usado para definir carros esportivos, sem portas, com dois assentos e, normalmente, sem compartimento de bagagem ou com um pequeno bagageiro externo na traseira.
Hoje em dia o termo é usado para designar carros esportivos leves, compactos, 2 lugares, capô longo e, claro, teto removível...




Spider (ou Spyder): Geralmente é um definição utilizada por fabricantes Italianos, a origem do nome vem da da época das carruagens, a palavra “speeder” (pronunciada “spider”) definia um tipo de carruagem leve e aberta para duas pessoas, a carruagem tinha rodas grandes e finas que lembravam a silhueta de uma aranha.
Estas carruagens eram fabricadas por uma empresa irlandesa de Dublin chamada “Holmes”, que mudou o nome para “spyder” para diferenciar de “spider” (aranha), mas em 1924 os italianos voltaram a usar “spider” com “I” porque a Federação Nacional dos Fabricantes de Carrocerias registrou o nome sem a letra “y” (não existe no idioma italiano).

Targa: É um tipo de carro conversível que tem apenas parte do teto removível, ficando uma estrutura fixa na traseira que normalmente é feita de vidro, esta estrutura também serve para segurança em casos de capotamentos.
O primeiro modelo a ser chamado assim foi uma versão do Porsche 911 Targa no ano de 1966.
O nome veio da Targa Florio, uma famosa corrida disputada nas ruas da Sicília, Itália, onde a Porsche venceu 11 vezes.




Cabriolet: É um termo de origem francesa do século 18 também vindo das charretes, neste caso, um tipo de carruagem leve, com duas rodas e um único eixo. 
Estas charretes eram cobertas com uma capota de tecido dobrável.
As marcas europeias, principalmente as francesas, são as que usam o termo “cabriolet” mais frequentemente, já as marcas americanas usam mesmo o “conversível”.


É isso... Ajudou a entender??

15/10/2018

Censura

Mais um pouco da nossa playlist de rock-político... em tempos de tanto Fake News, mentiras e afins, achei que esta música cai bem!
Mais uma faixa do álbum "Nunca somos tão Brasileiros" de 1987, na opinião do blog um dos melhores de rock nacional de todos os tempos.

Unidade repressora oficial

A censura, a censura
unica entidade que ninguém censura

Hora pra dormir
hora pra pensar
Porra meu papai
deixa me falar

Unidade repressora oficial

A censura, a censura
unica entidade que ninguém censura

Contra a nossa arte está a censura
abaixo a postura, viva a ditadura
Jardel com travesti, censor com bisturi
corta toda música que você não vao ouvir

Unidade repressora oficial

A censura, a censura
unica entidade que ninguém censura

Nada para ouvir, nada para ler
nada para mim, nada pra você
nada no cinema, nada na TV
nada para mim, nada pra você

Unidade repressora oficial

Unidade repressora oficial

Lola Cars (Round 4 - Final)

Lola B02/50
Entramos na parte final da história da Lola Cars...
Os anos 2000 ficaram marcados pelas tentativas de recuperar a empresa, financeiramente a Lola apostou na Fórmula Nippon até 2003 com o chassis B02 / 50, aproveitando que a categoria estava substituindo antigos Dallaras. 
Depois veio o contrato com a A1 Grand Prix, uma nova categoria que estava sendo criada em 2005 com o apelo de se tornar a “copa do mundo das pistas”. A Lola construiu 50 carros para a A1 Grand Prix (B05 / 52), era utilizado um motor Zytek V8 e os chassis eram alugados para os franqueados nacionais, o nível técnico era semelhante a F3000.
Paralelamente, a Lola estava com atuação mais efetiva nos campeonatos de resistência, na Europa em 2001 tivemos Lola B01 /60 no LMP2 que foi usado pela MG (com o códinome EX257) com motor AER turbo, alem de várias equipes independentes com outros motores.
A1GP
Em 2005 foi introduzido o Lola B05 / 40 (ou MG-Lola EX264 /265), vencendo na LMP2 em 2005 e 2006 em Le Mans com a equipe Ray Mallock Limited. Na ALMS nos Estados Unidos a equipe Intersport Racing conseguiu um 2º lugar geral nas 12 Horas de Sebring de 2006.
Quando a FIA promoveu uma espécie de concorrência para entrada de novas equipes de F1, a Lola anunciou em 22 de abril de 2009 que trabalhava em um grande projeto para desenvolver um novo carro para a F1, o projeto chegou a ser apresentado em 2010, mas não foi à frente. Eles não aprendiam e não se entendiam com a F1 😒😒.
MG-Lola EX264
Mas a situação financeira da empresa se deteriorava rapidamente, após algumas tentativas de buscar novos negócios, tais como uma parceria com a BAE Systems e a Drayson para desenvolver um protótipo elétrico para Le Mans, o grupo administrador, CCW Recovery Solutions, não encontrou um comprador e a empresa encerrou suas operações em 5 de outubro de 2012. 
Foram demitidos os últimos empregados e os ativos, propriedade intelectual e a licença do nome foram comprados pela Multimatic Engineering e Carl A. Haas Automotive.
Lola B12 / 80
Entre 2014 e 2016 a Multimatic forneceu dois chassis baseados no Lola B12 / 80 LMP2 para a Mazda competir no WeatherTech SportsCar Championship da IMSA, em 2017 houve a junção do regulamento base da IMSA com a FIA WEC e a Mazda parou de usar chassis Lola.
Em 28 de maio de 2017 Eric Broadley faleceu em Cambridge aos 88 anos, ele já estava totalmente afastado da Lola a alguns anos, mas deixou para sempre um grande legado de décadas de vitórias no mundo das corridas. Não foi a toa que o slogan da empresa era "World leaders in automotive technology".

Alguns resultados relevantes da Lola:

  • Mais de 500 Vitórias em diversas categorias de carros esporte, protótipos e fórmula ao redor do mundo, entre 1958 e 2012
  • 01 vitória (1967), 01 pole position e 03 pódios na F1.
  • 11 vezes campeã nas séries CART e Champcar nos Estados Unidos (1984, 1987, 1990 – 1993, 2002 – 2006)
  • 03 vitórias na Indy 500 (1966, 1978 e 1990)
  • 03 vezes campeã europeia de F5000 (1971, 1974 e 1975)
  • 04 vezes campeã americana de F5000 (1973 – 1976) 
  • 06 vezes campeã da CAN-AM (1966, 1977 – 1981)

Nomenclatura dos chassis:
Apesar de tantos carros e projetos, a Lola adotou um esquema de nomenclatura relativamente simples, vale explicar:
1958 – 1964: Os carros, esportivos ou fórmula, tinham o termo “Mark” (ou MK) e eram nomeados em ordem de construção: MK1, MK2, etc.
1964 – 1998: Os carros passaram a ser T de “Type”, com um ou dois dígitos designando que tipo de carro e o dígito final designando a variante, apenas em 1986 houve uma pequena mudança, os dois primeiros dígitos designavam o ano e os dois finais o tipo de carro.
1998 – 2017: O T foi substituído por um B, em homenagem ao novo proprietário de Lola, Martin Birrane. 

Tabela de tipos de carros:
00 – Cart e Champcar
10 - Grupo C e IMSA GTP, Le Mans Prototype SR1, LMP900 e LMP1
20 - Indy Lights
30 - Fórmula 1, depois usado para Fórmula 3
40 - Le Mans Prototype SR2 e LMP2 classes
50 - Fórmula 3000 e Fórmula Nippon
60 - Le Mans Prototype LMP675 classe, depois LMP1 Coupes
70 - Fórmula 3000 mexicana, carros esporte e protótipos de Daytona
80 - Le Mans Prototype LMP2 Coupes
90 - Esportes 2000

10/10/2018

Desordem

Caminhando junto com a campanha eleitoral, mas uma parte da nossa playlist política de rocks nacionais (dos bons)...
Agora vamos com uma música de 1987 do disco "Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas", sem dúvida a melhor fase da carreira dos Titãs.
Reparem bem na letra, tão atual que parece que foi escrita ontem.😓😓
Composição de Charles Gavin, Marcelo Fromer e Sergio Britto 

Os presos fogem do presídio
Imagens na televisão
Mais uma briga de torcidas
Acaba tudo em confusão
A multidão enfurecida
Queimou os carros da polícia
Os presos fogem do controle
Mas que loucura esta nação!
Não é tentar o suicídio
Querer andar na contramão?

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?

Não sei se existe mais justiça
Nem quando é pelas próprias mãos
População enlouquecida
Começa então o linchamento
Não sei se tudo vai arder
Como algum líquido inflamável
O que mais pode acontecer
Num país pobre e miserável?
E ainda pode se encontrar
Quem acredite no futuro

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?

É seu dever manter a ordem?
É seu dever de cidadão?
Mas o que é criar desordem,
Quem é que diz o que é ou não?
São sempre os mesmos governantes
Os mesmos que lucraram antes
Os sindicatos fazem greve
Porque ninguém é consultado
Pois tudo tem que virar óleo
Pra por na máquina do estado

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?