27/04/2020

Hot Logo - Audi

Faz um tempo que não falamos da evolução dos logos das grande montadoras, voltamos com uma marca com história legal e complexa...
A WANDERER foi fundada em 1885, tornando-se posteriormente uma filial da AUDI AG, em 1899 a HORCH foi fundada pelo engenheiro August Horch.
Essas fabricantes se juntaram a DKW, que foi fundada em 1902, levando a criação da AUTO UNION em 1932.
Após a WWII a empresa retomou a produção em 1949. 
Nos anos 1960 a Auto Union foi adquirida pela Volkswagen da Daimler-Benz, a VW decidiu fundir a empresa com a NSU Motorenwerke, relançando a marca AUDI em 1969.

20/04/2020

Virgil Exner

A Itália é merecidamente reconhecida como referência (GhiaBertonePininfarinaScagliettiGiugiaro Zagato) em estilo automotivo, mas (ainda bem) outros gênios não italianos merecem muito reconhecimento, Virgil Max "Ex" Exner Sr. é um deles.
Nascido em 24 de setembro de 1909 em Ann Arbor, Michigan, "Ex" foi adotado por George W. e Iva Exner quando era um bebê. 
Cursou a Buchanan High School, em Buchanan, Michigan e em 1926 começou a estudar artes na Universidade de Notre Dame, Indiana, mas teve que desistir após dois anos por falta de dinheiro.
Exner conseguiu um emprego como ajudante num estúdio de arte e publicidade, chegando a ser responsável pelos anúncios de caminhões da Studebaker. Lá conheceu a sua futura esposa Mildred Marie Eshleman, com quem casou-se em 1931.
Conseguiu o seu primeiro trabalho em design na GM, contratado simplesmente por Harley Earl, em 1935 aos 24 anos tornava-se encarregado do estilo da Pontiac.
Em 1938 entrou na "Loewy and Associates" de Raymond Loewy, onde trabalhou em veículos militares da WWII. Exner era incentivado por Roy Cole, vice-presidente de engenharia da Studebaker, a tentar outros ares, muito por conta do seu relacionamento difícil com Loewy, tanto que foi demitido em 1944.
Acabou sendo contratado pela Studebaker em South Bend, Indiana, realizando os primeiros projetos de carros com novos estilos lançados após a WWII. Ele foi o designer do aclamado Studebaker Starlight cupê (1947), mas por conta da fama e publicidade o reconhecimento ficou com Raymond Loewy. 
Essa rivalidade, e o mau relacionamento com Loewy, levou Exner a deixar definitivamente a Studebaker em 1949, quando foi trabalhar no "Grupo de Estilo Avançado" da Chrysler, nascendo uma grande parceria com Cliff Voss, Maury Baldwin e também Luigi "Gigi" Segre da Carrozzeria Ghia SpA. 
Essa forte ligação, profissional e pessoal, produziu grandes projetos na década de 1950, tais como o Chrysler K-310 (1952), a série Dodge Fire Arrow, o Chrysler d'Elegance e o DeSoto Adventurer.
Exner revolucionou o design automotivo com a linha de automóveis "Forward Look", utilizado na Chrysler entre 1955 até 1963 e responsável por resgatar as vendas da empresa. Ele abaixou a linha do teto tornando os carros mais elegantes, suaves e agressivos, além de abusar no uso das barbatanas traseiras, seus carros pareciam em movimento mesmo quando estacionados.
O estilo "Forward Look" foi copiado pela concorrência antes mesmo dos projetos chegarem as lojas, dizem que o designer da GM Chuck Jordon teve acesso aos projetos e ficou impressionado, então os levou para o chefe de estilo da GM Bill Mitchell e decidiram imediatamente redesenhar as linhas de carros da GM, da Chevrolet ao Cadillac...
Exner definitivamente mudou o mundo do design automotivo. Antes os projetos eram assinados por engenheiros em vez de projetistas, mas ele mudou essa estrutura incluindo os protótipos de argila e os modelos de moldes usados na produção. O Chrysler 300C de 1957, projetado desta forma, teve impacto em toda a indústria automotiva de Detroit.
Virgil Exner manteve a aproximação profissional e pessoal com Luigi Segre, ele ajudou o estúdio Ghia a atender um desejo de Willhelm Karmann para apresentar um projeto para a Volkswagen. No fim, o projeto tinha muitas semelhanças com os conceitos do Chrysler D'Elegance e K-310, dos quais o estúdio Ghia criou os protótipos. 
Nunca ficou muito claro até onde vai a participação de cada um neste projeto, o fato e que Exner ficou muito satisfeito quando viu o Karmann Ghia e Segre enviou a ele o primeiro modelo de produzido. O VW Karmann Ghia estreou no Paris Auto Show de 1955, teve mais de 445.000 unidades em 19 anos de produção (e estilo praticamente inalterado).
Plymouth XNR
No final dos anos 50 as barbatanas começavam a ser estilisticamente questionáveis no mercado americano, viraram um símbolo do excesso. 
Em 1956, Exner sofreu um ataque cardíaco, mas retomou o trabalho em 1957 e em 25 de julho foi eleito o primeiro vice-presidente de estilo da Chrysler. 
O presidente da Chrysler, Lester Lum "Tex" Colbert, pressionava Exner e sua equipe a reduzir o tamanho dos carros, pois especulava-se que a grande rival GM estava fazendo o mesmo. Apesar de ser contra, Exner e a equipe mudaram toda a linha Plymouth e Dodge para 1962, mas depois descobriu-se que tudo era um falso boato, o resultado também foi uma grande queda nas vendas.
Chrysler D'Elegance

A Chrysler precisava de um bode expiatório e destituiu Exner do cargo de vice-presidente de estilo, oferecendo o cargo de consultor e uma aposentadoria aos 55 anos. Exner foi substituído por Elwood Engel, que estava vindo da Ford.
Virgil Exner continuou dando consultoria para muitas empresas, em especial com a Ghia, em seu escritório em Birmingham, Michigan. Junto com o seu filho, Virgil Exner Jr., projetaram embarcações para a Buehler Corporation, a participação na iniciativa de renascer a Duesenberg em 1963 não deu certo, mas foram fundamentais no Stutz na década de 1970.
Exner morreu de insuficiência cardíaca em 22 de dezembro de 1973, no Hospital William Beaumont, em Royal Oak, Michigan, deixando um belo legado do "The fin Man", com um estilo criativo e inovador único e eterno.
STUTZ
Lista de veículos projetados por Exner
DeSoto (1955-1961) 
Studebaker Champion
Studebaker Starlight
Chrysler C-200 (19520
Chrysler Sports Coupe d'Elegance Concept (1953 posteriormente VW Karmann Ghia)
Chrysler New Yorker (1956)
Chrysler 300C
Chrysler Imperial (1955-1961)
Chrysler Diablo Concept (1957 com Ghia)
Plymouth Savoy
Plymouth XNR
Plymouth Belvedere
Plymouth Fury
Plymouth Suburban
Plymouth Valiant
Dodge Coronet
Dodge Firearrow Concept
DeSoto (1961)
DeSoto Adventurer
Bugatti Concept (1965 com Ghia)
Mercer-Cobra Concept (1965)
Duesenberg Prototype (1966 com Ghia)
Stutz Blackhawk

09/04/2020

Hot Symphony - Porsche 917

Já que faz um tempo que não colocamos algumas das mais lindas sinfonias já feitas, resolvemos voltar em grande estilo...
Aqui temos um dos carros mais insanos e fantásticos, uma verdadeira obra-prima de Stuttgart. 😏😏😏
Tá tudo lá no youtube, só ouvir no ultimo volume...


07/04/2020

7 de Abril

Hoje, 7 de abril de 2020, completamos 52 anos do desaparecimento daquele que para muitos, inclusive este blog, foi o maior de todos dentro das pistas; JAMES CLARK JUNIOR.😥😥😥
E não somos só nós que dizemos isso, aqui neste artigo por exemplo, tem gente que conhece muito mais sobre automobilismo e tem a mesma opinião.
Enfim, talvez essa questão nunca terá um consenso, mas não importa, o importante mesmo é que os gênios não são esquecidos e sempre serão a nossa inspiração.
Divirtam-se com os dois vídeos abaixo, provavelmente não são novidade aqui no blog, mas não cansamos de ver:


06/04/2020

Bruce McLaren (parte 1)

Só pelo sobrenome já dispensaria apresentações, mas nunca é demais reverenciar uma grande lenda do automobilismo, dos dois lados do Box; Bruce McLaren.
Bruce Leslie McLaren nasceu em 30 de agosto de 1937 em Auckland na Nova Zelândia, ele frequentava a Meadowbank Primary School quando, com apenas com nove anos de idade, foi diagnosticado com doença de Perthes nos quadris. 
O pequeno Bruce passou por uma difícil e lenta recuperação de quase 2 anos, e ao final ainda deixou a sua perna esquerda mais curta que a direita. Desde cedo ele mostrava ser um vencedor!!
Seus pais, Les e Ruth McLaren, possuíam uma oficina em Remuera Road, seu pai também participava de corridas de carros em um clube local, assim Bruce passava horas no oficina e foi desenvolvendo a sua paixão pelos carros.
Em 1951, aos 14 anos, junto com o seu pai restauraram um Austin 7 Ulster e com esse carro no ano seguinte estreava nas corridas locais. Em 1954, Bruce participou do que podemos dizer que foi a sua primeira corrida real, foi evoluindo como piloto, comprando e modificando outros carros até comprar um Cooper-Climax de Fórmula 2.
Com este carro, que Bruce também fez muitas modificações, sagrou-se vice-campeão de F2 na Nova Zelândia de 1957 a 1958. A sua ótima atuação no GP da Nova Zelândia de F2 em 1958 foi notada por um tal Jack Brabham, Bruce também foi selecionado para o "Driver to Europe", um programa de talentos que levava um piloto local para competir na Europa.
Chegando na Europa ele entrou para a equipe de Charles e John Cooper, a mesma equipe de Jack Brabham, e ficou por lá sete anos. 
Começou a competir na F2, no GP da Alemanha em Nürburgring os carros F2 e F1 competiram juntos, Bruce foi o primeiro F2 e o quinto no geral e começava chamar atenção de todos pelo seu talento. 
A primeira vitória na F1 veio em 1959, vencendo o GP dos Estados Unidos, com apenas com 22 anos e 104 dias tornou-se o mais jovem vencedor de GPs (sem incluir a Indianapolis 500) até então. 
Em 1960 ele voltou a vencer, GP da Argentina, e terminou o ano como vice campeão da F1, atrás apenas do seu amigo Jack Brabham. 
Bruce voltou a vencer no GP de Mônaco de 1962, terminando em terceiro lugar no campeonato da F1 daquele ano, ele continuou correndo e vencendo pela Cooper (incluindo o GP da Nova Zelândia em 1964), mas em paralelo em 1963 ele fundou uma equipe que seguramente tornou-se uma das 3 maiores de todos os tempos, a Bruce McLaren Motor Racing Ltd, em homenagem ao seu país natal os carros exibiam o logotipo "speedy Kiwi".
Le Mans 1966
Bruce McLaren decidiu deixar a Cooper no final de 1965 e construir, como seu amigo Jack Brabham, o seu próprio F1, convidando para formar o time outro amigo e piloto Kiwi, Chris Amon. 
Foi junto com Chris Amon que Bruce venceu talvez a sua mais importante corrida, as 24 Horas de Le Mans da lendária edição de 1966 com o não menos lendário Ford GT40.
Amon ficou na equipe McLaren de F1 até 1967, quando mudou-se para a Ferrari deixando Bruce um pouco chateado, para o campeonato de 1968 a vaga de Amon foi preenchida outro amigo e piloto Kiwi, simplesmente o campeão da F1 de 1967, Denny Hulme.
Bruce em SPA 1968
A quarta vitória de Bruce na F1 ocorreu em 1968 e foi muito mais do que especial, afinal ocorreu no templo sagrado de Spa com um carro construído pelo ele, a segunda vez na F1, Hulme ainda venceu outras duas vezes naquele ano.
A melhor temporada da equipe na F1, até então, foi no campeonato de 1969 com o terceiro lugar no campeonato de construtores.
Porém, a
pesar dos bons resultados da F1, foi mesmo na CA-AM que a equipe McLaren fez história...
Assunto para este próximo post.